sábado, 30 de agosto de 2014

Agora é a CRISE na Economia!

ESTADÃOPIB cai 0,6% no segundo trimestre e Brasil entra em recessão técnica
Este é o "Plano Real" do PT: em oito anos, usufruiu dos resultados positivos da Economia mundial e da Lei da Responsabilidade Fiscal, promulgada no governo de FHC. Com a posse de Dilma e a troca de comando do Banco Central, com a saída de Henrique Meirelles e a entrada de Alexandre Tombini, a Economia brasileira entrou em um processo de "estagflação" (estagnação de atividades econômicas com inflação alta).

Várias foram as causas da contaminação da Economia:
  • Aumento dos gastos públicos, sem correspondente aumento da arrecadação de impostos
  • Redução dos investimentos privados, pela falta de confiança dos empresários na Economia
  • Queda do consumo interno devido à exaustão do mercado, principalmente de bens duráveis
  • Desonerações fiscais sem crescimento econômico correspondente, que as justificasse
  • Grandes obras de infraestrutura sob responsabilidade dos cofres da União, com atrasos frequentes nos respectivos cronogramas e aumento dos custos, seguidos de revisões orçamentárias constantes, acima, inclusive, dos limites estabelecidos pela legislação
  • Crise de relacionamento entre o Planalto e o Congresso por inabilidade de Dilma e incompetência de suas lideranças na Câmara e no Senado
  • Alianças mal construídas entre o PT e os partidos da base política, ocasionando contínuos desgastes, conflitos, ameaças e derrotas em votações no legislativo
  • Crise de relacionamento entre o Planalto e os governos estaduais não petistas por falta de eficientes lideranças políticas, inclusive da própria presidente
  • Desequilíbrio da balança de pagamentos decorrente do aumento das importações e queda das exportações, gerando crescentes resultados negativos
  • Fracasso econômico do evento "Copa do Mundo", com perdas da iniciativa privada, principalmente, da indústria hoteleira e do turismo, em geral
  • Escândalos públicos na Petrobrás, demonstrando o envolvimento de diretores e da própria presidente Dilma Rousseff no fiasco do negócio da refinaria de Pasadena, no Texas (superfaturada), e na refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco, subavaliada
  • Impacto das manifestações de rua, em 2013, na credibilidade do governo petista, com vigorosas reivindicações de mudanças no sistema político e econômico
  • Profunda crise de confiança entre a população e a classe política, em todos os escalões de governo executivo e dos demais poderes, legislativo e judiciário
  • Impactos políticos e econômicos resultantes do julgamento do Mensalão, com a condenação de importantes membros da direção do Partido dos Trabalhadores
  • Aumento progressivo das taxas de juros e da inflação devidos ao desequilíbrio das contas públicas e à crise de comando entre o Ministério da Fazenda e o Banco Central
  • Redução do valor das commodities e de gado no mercado internacional, em função do excesso de oferta de soja, carne e minérios, particularmente, ferro e alumínio
  • Crescente dependência econômica do Brasil em relação à exportação de produtos primários, tais como soja, minérios e gado, principalmente, com prejuízos para os produtos industrializados, de maior valor agregado e uso intensivo de mão de obra
  • Forte assédio da Bancada Ruralista, amordaçando o Planalto e obtendo privilégios financeiros, como empréstimos a juros subsidiados e renegociação de dívidas
Por outro lado, a incoerência e a contradição das ações do governo federal vêm minando a confiança dos empresários, que reduziram seus investimentos e revisaram suas metas. Se Lula tinha prestígio internacional por resultados inquestionáveis na política social, a entrada de Dilma em seu governo trouxe a discórdia e a desunião. A mais evidente foi o conflito de interesses entre Dilma (em Minas e Energia, e depois, na Casa Civil) e Marina Silva, na época, Ministra do Meio Ambiente. Enquanto Dilma demonstrava sua visão míope das prioridades estratégicas em investimentos não sustentáveis, o PT perdeu duas grandes pérolas de seu quadro histórico de lideranças: Marina Silva e Heloísa Helena (PSOL). Ex-petistas históricos, como Hélio Bicudo, Ivan Valente, Plínio de Arruda Sampaio (falecido), Luciana Genro (PSOL), Eduardo Jorge (PV), Zé Maria (PSTU), Mauro Iasi (PCB), Rui Costa Pimenta (PCO) também abandonaram o partido diante dos conflitos ideológicos e éticos provocados pelo escândalo imperdoável do Mensalão de Zé Dirceu.

Marina Silva saiu para não se desgastar ainda mais com as concessões de Lula e Dilma aos ruralistas, mineradoras e empreiteiras. Sua forte e consistente liderança foi evidenciada em 2010, com a expressiva votação de 20 milhões de eleitores, representando 20% dos votos válidos, mesmo com apenas um minuto de exposição no horário eleitoral gratuito. Hoje, com praticamente o mesmo tempo de TV, conseguiu, em apenas duas semanas, levar seu partido de aluguel, o PSB, dos 8% de Eduardo Campos, aos seus 40% atuais (contra 34% de Dilma), no primeiro turno, devendo vencer, no segundo turno, com 50% dos votos válidos.

O erro estratégico do PT de Lula foi subestimar seus melhores quadros, em favor de AVENTURAS POLÍTICAS, protagonizadas por Dilma Rousseff, personagem sem carisma e sem habilidade para falar em público, além de péssima "gerente de projetos", argumento usado por Lula a seus correligionários, para impor seu nome como candidata a presidente. Dilma venceu as eleições de 2010, não por seu mérito, que nunca os teve, mas pelo carisma e popularidade de seu mentor, Lula. Mas este abusou de sua habilidade de convencimento, e menosprezou as forças políticas emergentes das manifestações de rua de 2013.

A insatisfação de parte expressiva da população com relação aos escândalos, cada vez mais frequentes, envolvendo partidos, políticos e empresários, sempre com a participação de membros importantes da base de sustentação do PT, foi ignorada por este partido. Agora, com o eleitorado cada vez mais consistente de Marina Silva, com seu carisma, inteligência e sólida argumentação, torna-se quase impossível uma reversão desse quadro eleitoral e de sua vitória quase certa, talvez ainda no 1º turno. Vamos conferir.

Aécio Neves foi o mais prejudicado com a ascensão de Marina Silva, mas Dilma encontra-se estagnada desde abril, com um elevadíssimo índice de rejeição de 35%, enquanto Marina Silva ainda tem muitos eleitores a conquistar. O que parecia invencível, que é o eleitorado de cabresto do PT, atrelado ao assistencialismo do programa de Bolsa Família, demonstrou ser insuficiente para eleger Dilma, pois as forças políticas de Marina Silva estão concentradas no maior colégio eleitoral do Brasil: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, e entre faixas eleitorais de maior nível de escolaridade e da classe média, além de parte expressiva do empresariado progressista, que não acredita mais no desenvolvimentismo a qualquer preço.

Ainda temos um mês para o primeiro turno, e esse prazo seria suficiente, talvez, para que Marina Silva vença as eleições sem precisar de um segundo turno. A razão disso é que Aécio despenca nas pesquisas, e corre o risco de uma debandada de última hora em favor de Marina Silva. Para os eleitores de baixa conscientização política, a regra é votar no candidato que está em melhor situação nas pesquisas, ou seja, com maiores possibilidades de se eleger. E isso não é demérito ou falta de capacidade de julgamento. Não confiando em sua própria capacidade de avaliação, preferem seguir a maioria, certos de que ela tem maiores possibilidades de escolher o candidato mais capacitado para governar o país.

Se a morte de Eduardo Campos foi usada como justificativa para a suposta mudança "emocional" dos eleitores em favor de Marina Silva, agora existem muitas outras razões para que os eleitores migrem para a melhor candidata: primeiro, o rigor ético que move as ações de Marina; em segundo lugar, o fracasso irreversível da Economia no cenário nacional de curto prazo; em terceiro lugar, seu compromisso inabalável com a Sustentabilidade Econômica, Ambiental e Social, premissas dos novos líderes mundiais, frente às Mudanças Climáticas inevitáveis. Marina também representa a esperança de um tratamento digno, justo e necessário para a recondução da Política Indigenista, tão menosprezada pelos três mandatos de governo petistas! Não se trata nem mesmo de resgatar as injustiças praticadas por quinhentos anos de genocídio e extermínio das populações indígenas, mas de acabar com os crimes hediondos praticados por pistoleiros contratados por latifundiários contra lideranças indígenas.

A mobilização de rua dos eleitores de Marina Silva será determinante nessa corrida final do processo eleitoral, para evitar as mentiras dos petistas e seus asseclas, e dos tucanos, inconformados com suas situação de penúria de votos nesta eleição. A VELHA POLÍTICA, denunciada por Marina Silva, não é uma criação retórica, mas uma constatação inspirada na Revolução Francesa, que destituiu o "Ancient Règime" e executou seus líderes.

É evidente que não queremos executar, literalmente, esses líderes da "Velha Política", mas apenas condená-los ao lixo da História, uma vez que não tiveram a inteligência e a perspicácia de perceber que o Mundo mudou, que os valores da sociedade precisam ser revistos e os antigos paradigmas devem ser quebrados, para dar lugar a uma NOVA POLÍTICA, de uma NOVA ECONOMIA, de uma NOVA SOCIEDADE.

Os jargões surrados do antigo socialismo marxista deverão ser substituídos pelo pragmatismo de um NOVO MUNDO que precisa de cuidados urgentes, de ações corajosas, e de NOVOS COMPORTAMENTOS por parte dos cidadãos. Já não pode mais ser tolerada a POLÍTICA DE TERRA ARRASADA dos latifundiários, pois nossas reservas naturais estão se esgotando rapidamente, ou sendo fatalmente contaminadas pelo VELHO AGRONEGÓCIO. Uma vigorosa Política Ambiental e uma revisão dos equívocos do Código Florestal deverão ser praticados para se evitar a tragédia ecológica que se anuncia na Amazônia, no Cerrado, na Caatinga e nos remanescentes da Mata Atlântica. Mais do que isso, a recuperação e a preservação de nossas bacias hidrográficas exige muita determinação e políticas públicas consistentes para que não venhamos a padecer a falta de água potável na mais rica região da Terra em recursos hídricos!

É preciso conscientizar a população de suas responsabilidades perante o mundo em que vivemos, perante os NOVOS PARADIGMAS POLÍTICOS e perante a revolução que se mostra diante de nossas vidas, sem sangue, sem heróis, sem vítimas: é um NOVO SER HUMANO que precisa nascer das cinzas dessa VELHA CIVILIZAÇÃO calcada nas guerras cruentas, na violência gratuita e impune, da arrogância de VELHOS RURALISTAS que se acham acima de qualquer suspeita, com suas práticas de trato da terra, devastadoras e burras. É hora de tomar posição! É hora de nos engajarmos na luta pela NOVA ORDEM!

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

A VELHA POLÍTICA DO PT E PSDB



O desespero tomou conta da campanha eleitoral: Dilma, Lula e Aécio se unem em coro tentando parar o "rolo compressor" de MARINA SILVA, cada vez mais perto do Palácio do Planalto! Seu discurso consistente contra a "Velha Política" do "toma lá dá cá" está deixando alucinados os comitês de campanha daqueles que se identificam com a corrupção e a malandragem que governa o Brasil desde que a ditadura militar entregou o país para a democracia.

Chamam Marina de "aventureira", esquecendo-se que AVENTUREIROS foram os petistas que tentaram implantar no Brasil a sua versão da "DITADURA DO PROLETARIADO", fazendo conchavos (que eles chamam de "alianças") com qualquer aventureiro que oferecesse algo em troca (pilantragem).

Graças a isso, hoje a "base governista" do PT tem Paulo Maluf, Fernando Collor, José Sarney, Renan Calheiros, Zé Dirceu (sim, ele continua lá, assessorando Lula), Edson Lobão, Garibaldi Alves e tantos outros representantes do "ancient regime" tupiniquim em seu covil do Planalto e em seu anexo do Congresso!

Certa está Marina Silva em se afastar dessa corja, que afirma "defender os trabalhadores", e coloca no governo esse bando de idiotas que comandam empresas como a Petrobrás, e ministérios como Minas e Energia, como se fossem o quintal da casa deles!

O PT ainda USA os pobres, dando migalhas do Bolsa Família, uma política assistencialista que já se julgava extinta, para assegurar o seu CURRAL ELEITORAL contemporâneo! Mas tenho confiança nos brasileiros conscientes e acredito que a Ditadura Petista está com seus dias contados. As urnas dirão se estou errado, e, neste caso, não valerá mais a pena acreditar no Brasil...


quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Valores Relativos e as Mentiras de Campanha

Inimigas ideológicas, Marina Silva "ambientalista" versus Dilma "ruralista"!
Casualmente, ouvi parte da propaganda eleitoral do PT de Dilma e Lula, e me surpreendi com a naturalidade com que ela, Dilma Petista, afirmou, categoricamente, que "ninguém quer a incerteza de uma aventura ou a volta ao passado". Referia-se, com certeza, a Marina Silva, provável futura Presidente do Brasil, e a Aécio Neves, terceiro colocado nas pesquisas. Fora os petistas "de carteirinha" e os apaniguados pelas inaceitáveis bolsas que o governo petista distribui para seu eleitorado cativo, de "dependentes químicos da moeda assistencialista", quem não deseja, sincera e ardorosamente, mudanças no modo corrupto de fazer política, no fim das obras intermináveis do PAC, nas reformas tributária, previdenciária e, principalmente, política, na redução dos ministérios, secretarias e cargos "de confiança" criados para acomodar as dezenas de partidos "aliados" do "Partido dos Trabalhadores"?

Pois ouso lhes dizer que ouvi Fernando Henrique Cardoso afirmar a mesma coisa quando Lula se candidatou a Presidente da República! Sim, ouvi e todos os brasileiros também ouviram. Mais do que isso, ouvimos os brados exaltados dos empresários contra o "sapo barbudo", acusando-o de querer acabar com o sistema financeiro nacional e desestabilizar a Economia! Ouvi dezenas de grandes empresários afirmarem publicamente que, se Lula vencesse as eleições de 2002, iriam embora do Brasil, levando toda sua fortuna, "honestamente" conquistada a "duras penas" e com "muito trabalho"!

Mas Lula se elegeu e ninguém foi embora, nem levou seu capital para o exterior. E o inexperiente Lula surpreendeu a todos com um governo relativamente austero e com resultados surpreendentes, principalmente com relação aos movimentos sociais. No entanto, "enquanto dava com uma mão, tomava com a outra"! E fez alianças com os piores e mais corruptos partidos e políticos do país, como o PMDB de Renan Calheiros e José Sarney, e como Fernando Collor de Mello, ex-presidente, retirado do poder por um processo de "Impeachment" por corrupção, ficando afastado da vida pública por oito anos. Collor é um exemplo de fidelidade partidária: entrou na ARENA (partido da ditadura) em 1979; pertenceu ao PDS (ex-Arena) de 1980 a 1985; mudou de lado em 1985 e passou para o PMDB, onde ficou até 1989, ano em que se candidatou a presidente da república pelo desconhecido PRN, pelo qual se elegeu e ao qual se manteve ligado até 1997; neste ano passou para o PRTB, onde ficou até 2007, passando, então, para o PTB, pelo qual se elegeu senador por Alagoas.

Lula impôs Dilma ao país, empurrando-a pela nossa garganta, primeiro, como ministra de Minas e Energia, e depois, como Chefe da Casa Civil e "gerente" do PAC, "programa de aceleração do crescimento", que lhe garantiu a vaga de candidata a presidente, cargo para o qual se elegeu, graças ao prestígio de Lula. Com Dilma, a estrutura do PAC ruiu e, com ela, toda Economia se desestruturou, levando consigo os argumentos dos fanáticos petistas que desejavam se perpetuar no poder. As inacabadas obras do PAC, como a Transposição do Rio São Francisco (obra que foi orçada em 3,4 bilhões de reais, e até hoje já gastou mais de oito bilhões de reais e continua inacabada), ou a Ferrovia Norte-Sul, que se encontra na mesma situação, são os fantasmas dos projetos mirabolantes do petismo nacional.

Agora, Dilma, Lula e demais petistas, e, com eles, seus "aliados" de falcatruas e de compartilhamento de cargos "de confiança", nomeados no lugar de servidores de carreira, ganhando salários maiores do que aqueles que conquistaram seus empregos por mérito, por concurso público, e não por uma "canetada" de um poderoso qualquer do primeiro escalão, estão perdidos em um discurso desconexo, incoerente e nada convincente. Para seu desespero, Dilma está parada nas pesquisas eleitorais desde abril passado, amargando uma diferença meramente estatística, dentro da margem de erro da pesquisa, e justamente de Marina Silva, que teve seu pedido de registro do partido político recusado por ministros do TSE "simpáticos" ao Partido dos Trabalhadores. Quis, a sorte, porém, que ela chegasse aos resultados que agora se evidenciam, pelos acasos do destino, já com expressiva vantagem no segundo turno das eleições, e deixando Aécio para trás, também no desespero.

Pois essa falastrona desajeitada não convencerá ninguém com esses argumentos surrados e fracassados, e terá que enfrentar Marina Silva, no segundo turno, com o mesmo tempo de exposição nos cretinos programas político de televisão. Se agora, com apenas um minuto e três segundos, Marina Silva se destaca em entrevistas e debates, pela sua inteligência e clareza de raciocínio, imaginem, pois, quando tiver as mesmas armas de sua incompetente adversária! Certamente, Marina Silva "devorará o fígado" de Dilma Rousseff, deixando-a a "nocaute" na primeira contenda em que se defrontarem "cara-a-cara"! Esperem para ver!

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Marina abre 10 pontos sobre Aécio e venceria Dilma no 2º turno

JOSÉ ROBERTO DE TOLEDO E DANIEL BRAMATTI - O ESTADO DE S. PAULO
26 Agosto 2014 | 18h 00

Pesquisa Ibope contratada pelo 'Estado' e pela Rede Globo mostra candidata do PSB 9 pontos à frente da presidente em disputa direta

Marina Silva, a próxima PRESIDENTE (com "e" mesmo!) do Brasil!
Marina Silva está isolada na segunda colocação da corrida presidencial, com 29%, na primeira pesquisa Ibope/Estadão/TV Globo na qual consta como substituta de Eduardo Campos e candidata do PSB. Ainda líder, Dilma Rousseff tem 34%, e Aécio Neves (PSDB) caiu para o terceiro lugar, com 19%. Num 2.º turno contra a petista, Marina venceria se a eleição fosse hoje.
Embora o cenário de 1.º turno testado pelo Ibope seja diferente do da pesquisa anterior, que ainda trazia Campos como candidato, é possível verificar que a entrada da ex-ministra do Meio Ambiente na disputa tirou eleitores de Dilma e Aécio: ambos perderam 4 pontos. Os demais candidatos, somados, perderam 3. Também houve queda na taxa dos que anulariam ou votariam em branco (6 pontos) e na dos indecisos (3 pontos).
Além de medir a intenção de voto - ao apresentar a lista de candidatos e pedir ao entrevistado que aponte seu preferido -, o Ibope cita o nome de cada concorrente e pergunta se o eleitor votaria nele com certeza, se poderia votar, se não votaria de jeito nenhum ou se não o conhece o suficiente para responder. A soma das duas primeiras respostas - “votaria com certeza” e “poderia votar” - é o potencial de votos, isto é, o teto de votação em determinado momento.
A candidata do PSB é a que tem o teto mais alto: 65% afirmam que votariam nela com certeza ou poderiam votar. Dilma e Aécio têm 52% e 48%, respectivamente. 
Segunda etapa. Em um 2.º turno, Marina seria eleita com 45%, contra 36% da petista. Há, porém, ainda 11% de indecisos e outros 9% que anulariam o voto. Já contra Aécio, Dilma ainda seria reeleita: 41% a 35%. Nesse cenário, há mais indecisos e eleitores que anulariam: 12% em cada grupo.
A pesquisa mostra que a realização de um 2.º turno é praticamente certa: os adversários de Dilma, somados, têm 51%, 17 pontos a mais do que os 34% da presidente. Para encerrar a disputa já na primeira rodada, um candidato precisa obter maioria absoluta dos votos.
Na simulação de 1.º turno, Marina aparece à frente de Aécio em quase todos os segmentos do eleitorado. As exceções são os que têm mais de 55 anos (empate técnico de 20% a 19%, respectivamente) e os que têm renda superior a cinco salários mínimos (28% a 32%).
A candidata do PSB colhe seus melhores resultados entre os mais jovens, os mais escolarizados e os evangélicos. Lidera entre quem tem curso superior, com 33%, ante 27% para o adversário tucano e 24% para a petista. No segmento evangélico, chega a abrir 10 pontos de vantagem sobre Dilma (37% a 27%).
Marina empata tecnicamente com a atual presidente no eleitorado com renda entre dois a cinco salários mínimos e com mais de cinco salários. Nas faixas de renda, a candidata petista só abre vantagem significativa entre os que ganham até um salário mínimo (46% a 23%).
Na divisão do eleitorado por regiões, Dilma só se mantém na liderança isolada no Nordeste e no Norte/Centro-Oeste. No Sul, ela empata tecnicamente com a adversária do PSB (31% a 27%, no limite da margem de erro). E o Sudeste tem a disputa mais embolada: Marina com 30%, Dilma com 27% e Aécio com 25%.
O apoio à presidente é maior nas cidades de até 50 mil habitantes (43%) e menor nas com mais de 500 mil (28%). Com Marina, acontece o oposto (24% e 31%, respectivamente).
Dos três primeiros colocados, a candidata do PSB tem a menor rejeição. Só 10% dizem que não votariam nela de jeito nenhum, contra 36% que não votariam em Dilma, e 18% que rejeitam Aécio.
Reações. A pesquisa foi recebida com preocupação nos comitês tucano e petista. Os dirigentes, porém, atribuem o desempenho de Marina à comoção pela morte de Campos, em 13 de agosto. “Daqui para frente é avaliar a exposição dela como candidata, aí teremos uma avaliação correta”, disse o coordenador-geral da campanha de Aécio, senador Agripino Maia (DEM). “Não se sustenta por muito tempo. É como uma espuma que se desmancha no ar porque a candidatura de Marina não é sólida”, atacou o vice-presidente do PT, deputado José Guimarães. / COLABORARAM ERICH DECAT e RICARDO GALHARDO

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Luz no Caminho [Mabel Collins]

Estas regras foram escritas para todos os discípulos. Segue-as!

"Antes que os olhos possam ver
Devem ser incapazes de lágrimas.

Antes que os ouvidos possam ouvir
Devem ter perdido a sua sensibilidade.

Antes que a voz possa falar na presença dos Mestres
Deve ter perdido a possibilidade de ferir.

Antes que a alma possa erguer-se na presença dos Mestres
Seus pés devem ter sido lavados no sangue do coração. "

  1. MATA A AMBIÇÃO
  2. MATA O DESEJO DE VIVER
  3. MATA O DESEJO DE CONFORTO
Trabalha como aqueles que são ambiciosos.
Respeita a vida como aqueles que a desejam.
Sê feliz como os que vivem em função da felicidade.

Procura no coração a raiz do mal e arranca-a. Ela vive e dá frutos no coração do discípulo devotado, assim como nos homens voltados para o desejo. Só o forte pode matá-la. O fraco tem de esperar que ela cresça, frutifique e morra. E ela é uma planta que vive e cresce através dos tempos. Floresce quando o homem acumulou em si inúmeras existências.

Aquele que pretende entrar no caminho do poder deve arrancar essa planta do seu coração. E então, o coração sangrará, e toda a vida do homem parecerá dissolver-se por completo. Esta provação tem que ser suportada: ela pode vir no primeiro degrau da perigosa escada que leva à Senda da Vida. Ou pode aparecer somente no último degrau.

Ó, discípulo, lembra, no entanto, que ela tem que ser suportada, e concentra as energias da tua alma nessa tarefa. Não vivas no presente nem no futuro, e sim no Eterno. Esta gigantesca erva daninha não é capaz de florescer ali; esta mancha na existência é removida pela própria atmosfera do pensamento eterno.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Termina a Hipocrisia


A crise que se tornou pública no partido de Eduardo Campos só evidencia o que todos já sabíamos: o PSB de Miguel Arraes não existe mais. E o que ficou de legado para seu neto foi apenas o prestígio de um grande líder, pois a ideologia também não existe mais. Hoje, o PSB é apenas um partido como os outros, com os vícios do sistema político brasileiro, ávido de recursos, não importa de onde venham.

A debandada de "lideranças", que comandavam a campanha, só está acontecendo porque Marina Silva não admite ruralistas como financiadores de sua eleição, assim como repudia fabricantes de bebidas, cigarros e armas. Faz ela muito bem, e era isso que dela esperávamos! Carlos Siqueira está certo: Marina Silva e sua equipe não pertencem ao PSB. E nem poderiam! Pois seus valores e princípios são outros, que ele não é capaz de compreender.

Um bom governo começa por bons princípios e um grande ideal. Um grande estadista se revela pelas suas atitudes coerentes e francas. Para que Marina Silva governe dentro de seus parâmetros de honestidade, precisa, antes, afastar os ratos do navio. Certamente, eles não farão falta.

O Brasil precisa de novos valores e de líderes capazes de assumir posturas claras diante do nosso povo, que perdeu a noção de dignidade e de honestidade. Se não for possível se eleger assim, não vale a pena governar!

Desde outubro de 2013 deixei a Rede Sustentabilidade porque não acreditava nas boas intenções de Eduardo Campos. O tempo provou que eu estava certo. Mas, com sua morte, uma nova oportunidade foi concedida a Marina Silva, e, por esta razão, decidi voltar a apoiá-la e não anular meu voto.

Creio que muitos dos que, como eu, haviam perdido as esperanças, também decidiram votar em Marina Silva, a despeito de nossas opiniões sobre o PSB. Mas se esses falsos socialistas inviabilizarem sua candidatura, por interesses mesquinhos, não terei dúvida em mudar novamente minha decisão.

Não precisamos de mais um governo comprometido com o agronegócio! Não precisamos de mais um governo distribuindo cargos para qualquer um que o apóie no Congresso! Queremos apenas um país LIMPO, HONESTO E DIGNO, que venha para oferecer uma nova maneira de fazer política!

A aqueles que nos acusam de "sonháticos" e de "ecochatos" quero lembrar dos filósofos que edificaram o arcabouço da Ética e construíram as Utopias, enquanto os "agrocretinos" só fizeram destruir a Natureza, nada deixando em troca.

Portanto, que saiam os políticos profissionais e entrem idealistas dispostos a apoiar incondicionalmente o novo Brasil de Marina Silva!

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Para 'Financial Times', Marina pode liderar votos de 'todos contra Dilma' no 2º turno

Marina Silva (Reuters)
Ex-senadora Marina Silva deverá ser confirmada como candidata do PSB à Presidência
A ex-senadora Marina Silva poderá liderar o voto de "todos contra a presidente Dilma Rousseff" em um eventual segundo turno da eleição presidencial, disse o jornal britânico Financial Times em editorial nesta segunda-feira.

Marina ainda não foi confirmada como candidata do PSB à Presidência. Mas já teria aceitado participar da disputa, segundo o coordenador da Rede Sustentabilidade, Bazileu Margarido. Um anúncio oficial deverá ser feito nos próximos dias.

Ex-ministra do Meio Ambiente do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Marina disputou a Presidência em 2010 pelo Partido Verde (PV) e alcançou cerca de 20 milhões de votos. Evangélica, ela é altamente popular entre este segmento de eleitores. Se for confirmada, assumirá a chapa do partido, antes liderada pelo ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, morto em um acidente aéreo na quarta-feira.

"A popularidade de Marina diminui a esperança de Dilma de conquistar a eleição", diz o jornal. "No segundo turno, Marina poderá, então, liderar um voto de 'todos contra Dilma'", avaliou o jornal britânico.

"Se Marina concorrer, a bandeira de 'renovação política' e de 'terceira via' terá um grande apelo em um país marcado pela insatisfação com o status quo, como os grandes protestos de rua do ano passado mostraram", disse o editorial.

Fiel da balança
Segundo o jornal britânico, "a morte trágica de Campos tornou a eleição em uma corrida de três cavalos" ao alçar Marina como potencial "king maker", termo em inglês que se refere à pessoa que escolhe o próximo rei.

Neste caso, o jornal diz que, caso Marina concorra, ela pode ser decisiva para definir o vencedor, ou "ser uma candidata bem sucedida em seu próprio mérito".

Para o texto, uma candidatura de Marina ameaça não só o desempenho de Dilma, mas também o de Aécio, que "agora terá que realizar campanha em duas frentes".

Pesquisa Datafolha divulgada pelo jornal Folha de S. Paulo nesta segunda-feira apontou Marina com 21% das intenções de voto, em empate técnico no segundo lugar com o ex-senador Aécio Neves (PSDB), com 20%. Dilma lidera, com 36%. No segundo turno, Marina Silva é apontada como provável vencedora, com 47% dos votos, contra apenas 43% de Dilma.

Este foi o primeiro levantamento realizado após a morte de Campos, que aparecia em um distante terceiro lugar em pesquisas anteriores.

FINANCIAL TIMES: batalhas pessoais tornam Marina uma 'provável líder'

O jornal Financial Times publica duas reportagens sobre Marina Silva na edição desta terça-feira, 19. Após editorial que exaltou a provável candidata do PSB ontem, o jornal informa os resultados da nova pesquisa Datafolha e diz que as batalhas pessoais da ex-ministra do Meio Ambiente, como contra a pobreza e o analfabetismo, "a converteram em uma provável líder do segundo maior mercado emergente do mundo". "Suas batalhas contra a morte, a pobreza e o analfabetismo também reforçaram sua determinação que mais parece de ferro e a converteram em uma provável líder do segundo maior mercado emergente do mundo", diz o jornal britânico.

Na reportagem intitulada "A idealista Silva leva calor para Dilma Rousseff", o jornal destaca a pesquisa Datafolha divulgada ontem que coloca Marina tecnicamente empatada com Dilma em eventual segundo turno, mas numericamente à frente, com 47% contra 43% da presidente da República. A reportagem não cita a pesquisa para o primeiro turno, nem o candidato tucano Aécio Neves.

Ao expor o perfil de Marina aos leitores, o jornal cita entrevista dada pela provável candidata do PSB no ano passado. "Ela é contra a controversa usina de Belo Monte, ela vê o rápido crescimento da indústria de petróleo do País como um ''mal necessário'' e ela certamente não tem paciência com os fazendeiros que mataram seu amigo (Chico Mendes)", diz o FT. "Por outro lado, ela tem demonstrado apoio aos biocombustíveis e à indústria de etanol, ela recebe bem maiores investimentos em tecnologia pelos agricultores e quer reduzir seus custos de transporte com melhor infraestrutura", diz o texto.

Sobre economia, o FT diz que Marina Silva já manifestou "oposição ao poder crescente das empresas estatais chinesas no Brasil" e também defende "os três pilares da estabilidade macroeconômica" estabelecido no final da década de 1990: "metas de inflação, câmbio flutuante e manutenção de um superávit fiscal primário".

A reportagem diz que Marina conquistou prestígio internacional e popularidade entre a elite brasileira e os círculos criativos pelo combate ao desmatamento e proteção às comunidades indígenas. "Parte do apelo de Marina Silva é que ela não fala sobre novas políticas, mas sim sobre uma nova forma de fazer política - uma ideia que poderia conquistar muitos jovens e os brasileiros desencantados que tomaram as ruas em protestos no ano passado", diz o jornal.

O FT reconhece, porém, que há dúvidas se a ex-ministra será capaz de conquistar a nova classe média brasileira e os mais pobres "que são os eleitores tradicionais e leais ao PT". "Sua história pessoal certamente a qualifica para sua solidariedade. Após a morte de sua mãe, ela trabalhou como empregada doméstica e se esforçou para entrar na universidade, onde começou sua carreira política", diz o FT.

O IMPÉRIO (DO MAL) CONTRA-ATACA!


O desespero despencou sobre as equipes de campanha de Dilma e Aécio, diante da primeira pesquisa eleitoral, tendo, como oponente principal, MARINA SILVA! E essa pesquisa ainda não demonstrou toda a força de nossa candidata! Já a acusam até de "fundamentalista" e "inexperiente", apavorados com a incrível popularidade da ex-ministra do Meio Ambiente, que afrontou Dilma e a maldita Bancada Ruralista do Agronegócio, durante o governo Lula, e enfrentará a cambada de bandidos que se instalou em todos os setores do governo e do Congresso! Essa é a nossa última esperança para acabar com a hegemonia do PT...


Aécio, que prometera não atacar Marina Silva, já se prepara para acusá-la de falta de experiência administrativa, a mesma linguagem rasteira dos petistas, que se esqueceam que LULA foi acusado, inúmeras vezes, da mesma coisa quando disputava a presidência!  Lula, além de tudo, foi acusado de ignorante, inculto, despreparado intelectualmente para assumir a presidência. O bando de FHC chegou a provocar uma crise econômica, alardeando que a vitória de Lula seria a "desgraça" para os empresários brasileiros. Muitos otários acreditaram nessas palavras e transferiram seus ativos financeiros para o exterior. E agora, os próprios petistas querem se apropriar desse artifício covarde para tentar parar Marina? Lamentável...

A verdade é que os bandos do PT e do PSDB já estão há VINTE ANOS no poder! O que fizeram? Vejam os fatos: REFORMA POLÍTICA, REFORMA PREVIDENCIÁRIA, REFORMA TRIBUTÁRIA NUNCA FORAM SEQUER ENVIADAS AO CONGRESSO NACIONAL! Por que? Simplesmente porque não interessava criar "problemas" de relacionamentos entre as ratazanas que se instalaram no poder, aboletados em quaisquer cargos que se lhes oferecessem; e o PT foi pródigo na distribuição de cargos aos seus "aliados" indigestos! Não é o bastante? Então como se explicam os ministros Edson "Babão" (ops! Lobão!) em Minas e Energia, e "Garibaldo" Alves (outro babão) na Previdência? Dois ministérios importantes em mãos incompetentes? E Aldo Rebelo, o falso comunista, estafeta dos ruralistas, que entregou o futuro da Amazônia à depravação dos latifundiários, perdoando seus CRIMES AMBIENTAIS, quando relator da aberração do Código Florestal? E Gleisi Hoffmann, entregadora de pizzas da CNA no Palácio do Planalto, entregando os povos indígenas de bandeja aos capangas e pistoleiros do agronegócio, retirando da FUNAI seus direitos constitucionais?

Cargos políticos foram criados à exaustão durante os governos petistas, e a máquina pública ficou ainda mais inchada, e permaneceu incompetente! Quase QUARENTA MINISTÉRIOS E SECRETARIAS foram criados pelo PT para fazer caber o bando de incompetentes dos partidos da base de sustentação governamental! Esses "aliados" nunca demonstraram fidelidade ao governo, mesmo "acomodados" em ministérios, agências reguladoras, presidências e diretorias de empresas públicas! Escândalos, como o do Mensalão e os da Petrobrás jamais foram explicados à opinião pública, e a Economia caminha, se arrastando, para mais um "PIBINHO" de menos de 1% de crescimento ao ano, muito abaixo até do crescimento demográfico, com uma inflação que atingiu o limite superior de tolerância da meta que o próprio governo se impôs!

Dilma, na entrevista de hoje, 19 de agosto de 2014, no Jornal Nacional, da Globo, se atrapalhou toda nas respostas, como é usual, irritando até o educado e pacato William Bonner! Ela, de fato, não tem a menor competência para debates, e é incapaz até mesmo de proferir ("ler") sequer um discurso impresso, ainda que preparado pela sua equipe de "maquiagem verbal"!  MENOS AINDA SOUBE GOVERNAR... Desde que foi eleita, a Economia caminha para a estagnação com inflação elevada! Como seu time marqueteiro responderá às infindáveis contradições de um governo que se diz POPULAR e parceiro dos MOVIMENTOS SOCIAIS, enquanto trai a todos em ACORDOS ESCUSOS COM O AGRONEGÓCIO E AS EMPREITEIRAS DO PAC?

AFINAL, QUEM É MESMO O DESPREPARADO?

domingo, 17 de agosto de 2014

A Exposição Pública de um Cadáver

João Campos, Filho de Eduardo, punho estendido e o grito vindo do fundo da alma. Em segundo plano, desfocados (nos dois sentidos), os candidatos (em pânico) Dilma Rousseff e Aécio Neves.
Neste domingo, o tema recorrente nos debates eleitorais e nos noticiários da televisão (diga-se Globo e GloboNews) foi o velório e o enterro de Eduardo Campos, depois de sua morte trágica em um acidente aéreo, ainda não satisfatoriamente explicado pelos especialistas. Imagino como deve ser difícil para uma família órfã ser colocada diante desse beija-mão inconveniente, que nada tem a ver com solidariedade e conforto de amigos. Que eu saiba, poucos dos políticos que por lá passaram, com os olhos vermelhos das lágrimas derramadas, eram, de fato, amigos da família Campos. Alguns, até aposentados, como Jarbas Vasconcelos, ou tolos, como Aldo Rebelo, apareceram para dar os pêsames à viúva, a seus filhos e a Ana Arraes.

Os analistas de plantão se apressavam a "interpretar" as reações dos políticos como "sinceras e desprovidas de interesse". No entanto, os dois candidatos mais afetados estão em desespero, sem saber o impacto que terá a candidatura de Marina Silva sobre suas campanhas, já relativamente estabilizadas depois de dois meses de exposição à mídia. Esta, por sua vez, como sempre agindo tal qual abutres, explora cada detalhe, cada cena, cada lágrima (de crocodilo) derramada, escutando o tilintar dos números do IBOPE em suas vendas de espaço. Não se preocupem, não tenho "papas na língua" porque não preciso da mídia e nem de sua influência em minha vida. Posso dizer o que penso, sem me preocupar com as próximas eleições.

Velório de Eduardo Campos no Palácio do Campo das Princesas, Recife, Pernambuco
O que, afinal, está acontecendo? Talvez as próprias agências de notícia saibam que soltaram o monstro, mas não sabem como domá-lo. Afinal, cem mil pessoas em um velório e milhões de pessoas defronte a telinha, com emocionadas expressões de pesar, significam mais do que o tempo de exposição (apenas 2 minutos por sessão - vejam abaixo)¹ que Marina terá no horário eleitoral "gratuito"! Sim, essa exploração da emoção pública poderá estar refletida nas próximas pesquisas eleitorais de forma mais arrasadora do que o esperado. Estamos falando do "mercado" de votos do Nordeste, predominantemente petista! E que, agora, diante da comoção nacional, poderá bandear para o PSB-PPS-REDE como os ratos que fogem depois da inundação!

Sim, Marina poderá chegar ao primeiro lugar, ou bem próximo dele, sem que Aécio tenha uma perda tão expressiva de votos, mas com a queda drástica de Dilma Rousseff e do PT! O que farão os petistas se isso acontecer? Como eles reagirão a essa "catástrofe" eleitoral, tendo Dilma eliminada no primeiro turno? Foi por isso que o ex-presidente Lula ("coach" de Dilma, ou seu "personal consultant") apareceu, consternado, com ela, diante do caixão de Eduardo. O que nos surpreende é o "fairplay" da sra. Renata Campos diante dessa pantomima: nenhuma reação, nenhuma pequena ruga, nenhum piscar discreto, nada mesmo a demonstrar o que ela pensa, sente ou pretende! Admirável sua fleugma e distanciamento da farsa que se desenrola ao seu redor! Poucos seriam capazes de não demonstrar repulsa a tamanho descaramento e hipocrisia!

Voltando ao momento político e a seus desdobramentos. Não creio que o "beija-mão" altere alguma coisa na situação, a não ser nossa constatação de que o impacto sobre as eleições terá sido enorme, e, suas consequências, quase incontroláveis! Agora ouço, pelas minhas costas, um sujeito a dizer descaradamente que, depois de eleita, Marina Silva "não poderá mudar de partido, depois da eleição, para sua real legenda, a Rede Sustentabilidade, sem que o PSB a autorize a fazê-lo"! Essa entrevista só poderia mesmo ser feita pelo William Waack! Bem, mas não quero ser assim tão sarcástico. Afinal, respeito o luto da família Campos.

Assim como a mídia e os partidos políticos, tenho certeza que os analistas econômicos estão caminhando para o desespero, levando consigo toda famigerada "Bancada Ruralista" do agronegócio, empreiteiras do PAC, mineradoras, madeireiras e todo antro que domina o país do PT! Por isso, não levarei adiante minha euforia com essas possibilidades que mais se aparentam com uma "escola literária latinoamericana dos anos 1970" chamada de "Realismo Fantástico"! Sim, é isso que eu vejo: o absurdo, o inominável, o impossível se aproximando da realidade, diante da estupefação nacional dos "certinhos da globo" e dos reacionários!

"Não vamos desistir do Brasil! Não deixemos de acreditar em nosso país"!
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A presidente Dilma Rousseff (PT) terá 11min24s,  o tucano Aécio Neves (PSDB) terá 4min35s, Marina Silva (PSB) terá apenas 2min03s por sessão de tortura na TV.

sábado, 16 de agosto de 2014

A nova Polarização dos Debates Políticos

Dilma, Marina e Aécio
Se a família de Eduardo Campos ainda está de luto, e todos sentimos um profundo mal-estar e tristeza com a trágica morte do ser humano por detrás do candidato a presidente, o processo eleitoral, contudo, segue adiante, e novas perspectivas se revelam com o reingresso de Marina Silva na disputa eleitoral.

Não é, simplesmente, a troca de nomes e pessoas; é uma nova estratégia que deverá ser elaborada para cada um dos possíveis eleitos no pleito de 3 de outubro, e que definirá o destino de nossos próximos quatro anos, como Nação e como Povo Brasileiro. Antes havia uma situação de fato, caracterizada pela mesma polarização de todas as eleições desde 1994, quando Fernando Henrique Cardoso foi eleito pelo PSDB. Desde então, PT e PSDB se enfrentam sem dar espaço para outras candidaturas, cada um abraçando tantas legendas que até descaracterizam completamente seus partidos políticos e suas ideologias. Mesmo em 2010, quando Marina teve seus 20 milhões de votos e forçou a realização do segundo turno nas eleições para presidente, não havia, de fato, chances de ela ser eleita, principalmente pelo tempo ridículo que possuía para vender a sua imagem na TV.

Eduardo Campos estava seguindo essa mesma lógica, e tinha menos de 10%, enquanto Aécio estava com 22% e Dilma com 38%. Marina Silva entrou para transformar esse cenário. O terrível torpor causado pelo choque da morte de Eduardo Campos, a forma como se deu esse falecimento, a perplexidade que tomou conta dos brasileiros e, é claro, a manipulação da mídia para o espetacular retorno de Marina Silva ao palco das disputas, tudo isso terá um reflexo imediato nas pesquisas, e provavelmente, Marina se aproximará de Aécio, resgatando o voto daqueles que haviam decidido anular o seu, mas também trazendo votos do tucano, daqueles que preferiram tentar evitar que Dilma se reelegesse ainda no primeiro turno.

Agora, é o próprio PT quem afirma que as eleições irão para o segundo turno, e poucas pessoas acreditam no contrário. A dúvida, apenas, é quem irá para o segundo turno! Os petistas estão certos de que sua candidata garantirá sua vaga, deixando para a especulação quem a enfrentará na fase final. Aécio tem demonstrado certa estabilidade nesse patamar de 20%, mas a incógnita é: Marina superará esse limite? E de onde virão seus votos: dos Evangélicos? de Aécio? de Dilma? Dos votos nulos ou em branco? Porém, existe outro aspecto a se considerar: Dilma, segundo a opinião de experientes analistas, além de ter o maior índice de rejeição dentre os candidatos, já atingiu seu teto de eleitores, e a tendência é apenas de reduzir seu percentual, a despeito da poderosa máquina de governo e do enorme tempo de que dispõe para conquistar os votos dos indecisos nos programas eleitorais na TV, que logo se iniciam.

É claro que não temos a antevisão dos motivos que levarão eleitores a mudar seus votos, mas, exatamente por isso, a hipótese de um segundo turno disputado entre Aécio e Marina não está descartada. Um fato é certo e notório: a população está cansada de tantas denúncias de corrupção, de desonestidade, de malandragem em todos os escalões da vida pública nacional, e a novidade de um novo embate, com candidatos em condições de igualdade, é muito bem vinda para a vida política nacional. Mais do que isso, é a presença de uma personalidade séria, de eloquente capacidade oratória e de argumentação lógica, e uma nova proposta, diferente de tudo que esteve aí e que governou nossos destinos durante 20 anos.

No entanto, há mais uma pitada de condimentos a se acrescentar nessa "salada mista": existem TRÊS LINHAS DIFERENTES DE PENSAMENTO E DE IDEOLOGIAS a se digladiarem nas arenas políticas brasileiras! A primeira, petista, representa a "esquerda" brasileira, um tanto quanto desacreditada e corroída pelos vícios, mas ainda assim, trata-se da única candidata que poderia puxar para si a bandeira social-marxista em condições de se eleger. A segunda, tucana, representa a "direita", o "neo-liberalismo" e o "desenvolvimentismo", e traz em seu bojo os partidos que estiveram durante anos ao lado da ditadura militar. E a terceira, que também pode ser tratada como a "terceira via", representa a opção pela "sustentabilidade" econômica, política, social e ambiental, embora seu partido, o PSB já tenha se declarado também "desenvolvimentista" e tenha exigido de Marina o compromisso de manter as alianças mais absurdas que Eduardo Campos estabeleceu nos estados da federação e com o agronegócio, principalmente.

O importante a esclarecer é que, agora, com Marina, Dilma e Aécio, não existe mais aquela situação de dicotomia que tanto incomodava aos brasileiros, de optar por Dilma e o PT, ou por Aécio e o PSDB, apenas isso. Agora temos a perspectiva de afrontar as minorias privilegiadas e poderosas do agronegócio, da mineração, das empreiteiras de obras faraônicas, dos banqueiros, bastando, para isso, entender oque fizeram o PT e o PSDB nos últimos VINTE ANOS, e responder, nas urnas, se somos marionetes ou somos HOMENS E MULHERES conscientes e queremos MUDANÇAS JÁ! Cabe a cada um responder.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

'Não vamos desistir do Brasil' [Antonio Campos]

Eduardo Campos, Diego Brandy e Antonio Campos
"A minha perda afetiva do único irmão é imensa, mas é grande a perda do líder Eduardo Campos, político de talento e firmeza de propósitos."

"A nossa família tem mais de 60 anos de lutas políticas em defesa das causas populares e democráticas do Brasil. O meu avô Miguel Arraes foi preso e exilado, não se curvando à ditadura militar. Eduardo Campos continuou o seu legado com firmeza de propósitos, tendo trazido uma nova era de desenvolvimento para Pernambuco. Desde 2013 vinha fazendo o debate dos problemas e do momento de crise por que passa o Brasil, querendo fazer uma discussão elevada sobre nosso país. Faleceu em plena campanha presidencial, lutando pelos seus ideais e pelo que acreditava."

"O mundo está nas mãos daqueles que têm coragem de sonhar e de correr o risco para viver os seus sonhos pessoais e coletivos. Ambos faleceram, no dia 13 de agosto, e serão plantados no mesmo túmulo, no Cemitério de Santo Amaro, em Recife, túmulo simples, onde consta uma lápide com a frase do poeta Carlos Drummond: "tenho duas mãos e o sentimento do mundo". Essas sementes de esperança e de resistência devem inspirar uma reflexão sobre o Brasil, nesse momento, para mudar e melhorar esse país, que enfrenta uma grave crise, sendo a principal dela a crise de valores. Não vamos cultivar as cinzas desses dois grandes líderes, mas a chama imortal dos ideais que os motivava."

"Como filiado ao PSB, membro do Diretório Nacional com direito a voto, neto mais velho vivo de Miguel Arraes, presidente do Instituto Miguel Arraes - IMA e único irmão de Eduardo, que sempre o acompanhou em sua trajetória, externo a minha posição pessoal que Marina Silva deve encabeçar a chapa presidencial da coligação Unidos Pelo Brasil liderada pelo PSB, devendo a coligação, após debate democrático, escolher o seu nome e um vice que una a coligação e some ao debate que o Brasil precisa fazer nesse difícil momento, em busca de dias melhores. Tenho convicção que essa seria a vontade de Eduardo."

"Agradeço, em nome da minha família enlutada, as mensagens do povo brasileiro e de outras nacionalidades."


Antonio Campos


Antonio, Ana Arraes e Eduardo Campos

Campos teve atuação marcante no Ministério da Ciência e Tecnologia


Candidato à Presidência, morto em acidente, teve participação nas leis de Biossegurança e de Inovação Tecnológica
Fonteagencia.fapesp.br/19606
Agência FAPESP – O candidato à Presidência pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), Eduardo Campos, que morreu na quarta-feira (13/08) em acidente com avião em Santos (SP), teve importante atuação na política científica nacional como ministro da Ciência e Tecnologia.
Campos foi titular do então MCT – que em 2011 passou a ser Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) – de janeiro de 2004 a julho de 2005, no governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

Durante a gestão de Campos, o ministério passou por uma reelaboração de seu planejamento estratégico, com revisões do programa espacial brasileiro e do programa nuclear nacional. Também foram criados importantes marcos regulatórios da política científica do Brasil.

O então ministro atuou em defesa da aprovação da Lei de Biossegurança, sancionada em 24 de março de 2005, que aumentou as possibilidades de pesquisa na área, com a autorização e regulamentação do uso de células-tronco embrionárias de seres humanos e a liberação do plantio e da comercialização de organismos geneticamente modificados.

A lei possibilitou que agricultores de todo o país tivessem acesso a sementes de soja geneticamente modificadas desenvolvidas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e pela iniciativa privada, com ganhos de produtividade e renda.

A atuação de Campos também teve importância na aprovação por unanimidade no Congresso Nacional da Lei de Inovação Tecnológica, um marco para empresas, universidades e instituições de pesquisa.

A Lei de Inovação garante autorizações para a incubação de empresas no espaço público e a possibilidade de compartilhamento de infraestrutura, equipamentos e recursos humanos, públicos e privados, para o desenvolvimento tecnológico e a geração de processos e produtos inovadores. A regulação também estabeleceu regras para que o pesquisador público desenvolva estudos aplicados e incrementos tecnológicos.

Campos teve participação ainda na criação da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas, considerada a maior competição da área no mundo em número de participantes.

O ministro esteve na FAPESP em 2004 para a cerimônia de lançamento da edição daquele ano do Prêmio Conrado Wessel. Em entrevista à Agência FAPESP, em 2005, antes de deixar a pasta, fez uma avaliação dos seus trabalhos à frente do MCT.

“Aumentar o diálogo com os parceiros, obter marcos regulatórios importantes com a ajuda do Congresso Nacional e avançar na construção de um grande planejamento estratégico (...). Tenho a sensação de que fizemos quase o impossível. Se o ano (2004) tivesse mais alguns dias, teríamos feito mais”, avaliou.

O candidato era economista e governou o Estado de Pernambuco por dois mandatos, sendo eleito em 2006 e 2010. Nascido na capital pernambucana em 1965, morreu aos 49 anos e deixa mulher e cinco filhos.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

O Futuro depois de Eduardo & Marina

Marina & Eduardo
Infelizmente, a Política não guarda luto. Enquanto as movimentações dos candidatos pelo país cessaram, momentaneamente, nos bastidores do impacto da morte súbita de Eduardo Campos, as lideranças políticas se articulam para definir as novas candidaturas da aliança PSB-REDE-PPS. Luíza Erundina, Marina Silva e Roberto Freire são, talvez, as lideranças mais evidentes no cenário político nacional, e certamente, terão papel determinante no futuro da aliança, bem como na escolha da dupla que enfrentará as urnas.

FHC e Aécio Neves: "que situação"!
Não me parece razoável que recusem a Marina Silva o papel que lhe foi reservado pelo destino, indicando outra personalidade para a disputa presidencial. Também não vejo possibilidade de uma dupla feminina para as eleições, o que causaria fortes resistências do eleitorado masculino. Finalmente, não creio no ingresso de Roberto Freire em uma aliança em que seu partido foi o último a aderir, já descartada sua candidatura pessoal pelo PPS, a não ser que aceite ser vice de Marina Silva, uma chapa forte, consistente e competitiva. Forte pelas qualidades de ambos os políticos, consistente porque representaria a aliança do Norte e Nordeste, e competitiva porque são dois nomes nacionalmente conhecidos e respeitados, até pelos opositores. Marina ainda possui um cacife político hoje cobiçado, por ser evangélica.

Portanto, o PSB deverá indicar o vice de Marina, caso não seja Roberto Freire o escolhido, invertendo, em boa hora, a equação política, que demonstrava significativa estagnação nas pesquisas eleitorais. Vale lembrar o pequeno tempo de que disporão os partidos desta aliança para enfrentar os dois candidatos mais bem cotados até o momento: Aécio e Dilma. Porém, já falamos de destino e reafirmamos agora: em meio à comoção nacional dos meios políticos e jornalísticos, a possibilidade de Marina resgatar sua base eleitoral de 20 milhões de votos se torna factível e até provável; mais ainda se a chapa definida for Marina & Roberto!

Luiza Erundina e o "outro" Freire (Paulo), o Educador
Quem perde mais neste momento é o PT. Com uma confortável margem de 15% entre Dilma e Aécio, o partido se vê diante de uma nova situação, imprevisível como aquela das manifestações de rua de 2013, em que quase nada pode ser feito e tudo pode acontecer em poucos dias, mesmo antes do início das campanhas inaugurarem o período televisivo e os debates públicos. Quem ganha é apenas Marina Silva.

Roberto Freire (PPS)
Ainda ontem eu criticava a sabatina de Campos no ninho das serpentes do ruralismo, a CNA, quando abdicou de todo discurso de Sustentabilidade e reafirmou sua tradicional postura desenvolvimentista, que tanto criticamos em Dilma Rousseff e em Aécio Neves. Na ocasião, pareceu-me até um descaso perante Marina Silva, curiosamente presente no antro do agronegócio. Agora, sem a obrigação de agradar os predadores do Meio Ambiente, Marina Silva poderá resgatar sua ideologia ambientalista e reafirmar seu compromisso com a preservação ambiental e com projetos verdadeiramente Sustentáveis, em seus pilares da Economia, da Sociedade e do Meio Ambiente. Como ela se sairá nessa nova oportunidade?

Descartando-se a promoção de Marina Silva a candidata a Presidente da República, só restaria ao PSB abdicar da candidatura a presidente, desfazer a aliança, desmontar todos os acordos regionais e apoiar o PSDB de Aécio Neves e FHC. Mas nenhum político renuncia às oportunidades que o destino oferece. Por isso, creio que Marina será ungida à nova função e enfrentará seus oponentes com seu discurso forte, coerente e vitorioso, e transformando os destinos do país. Assim espero, pois se uma situação nova se revela, também temos que rever e mudar nossa posição; e a minha será, novamente, de apoiar e lutar pela candidatura de Marina Silva.

Opiniões de Heráclito Fortes e Antonio Campos

Fonte: "O Estado de São Paulo"

Ex-senador e candidato a deputado federal no Piauí, Heráclito Fortes (PSB) foi além. Segundo ele, a candidatura de Marina à Presidência e a de Roberto Freire para a vice-presidência são "naturais".

Se Marina Silva podia ser a vice-presidente, também pode ser a presidente. O lógico que o nome seja o de Marina e acho que o nome natural é o do Roberto Freire (para a vice), porque ele já foi senador, foi deputado federal por Pernambuco, é deputado por São Paulo. É um nome que o Brasil conhece — disse Heráclito.


Único irmão do ex-governador Eduardo Campos, o advogado Antonio Campos defende que a candidata a vice, Marina Silva, assuma a candidatura à Presidência pelo PSB no lugar do ex-governador, morto nessa quarta-feira em um acidente aéreo em Santos. "Vou defender publicamente e dentro do partido esta posição", afirmou ele, em entrevista por telefone, ao Estado, na manhã desta quinta-feira, 14.

"Marina vai agregar valor à chapa presidencial e ao debate no Brasil", afirmou ele, ao anunciar que vai encaminhar uma carta ao partido explicitando sua defesa. "Se meu irmão chamou Marina para ser sua vice, com esta atitude ele externou sua vontade", afirmou Antonio Campos, confiante de estar defendendo a posição que o ex-candidato aprovaria.

"Acho que o mundo está nas mãos daqueles que têm coragem de sonhar e de correr riscos para viver seus sonhos", destacou ele. "Eduardo morreu na busca de um caminho para melhorar a nação". Para o advogado, Marina Silva "tem essa capacidade de empunhar uma luta que debata os caminhos do Brasil e crie novos caminhos para melhorar este País".

MORRE EDUARDO CAMPOS


Lamento profundamente a morte do candidato Eduardo Campos, pelo PSB, em trágico acidente aéreo em Santos, para onde seguia com membros de sua equipe. Apesar de minhas considerações contrárias à sua candidatura, nada tenho contra a pessoa de Eduardo Campos, até pela admiração que sempre tive por seu avô, Miguel Arraes de Alencar. À sua família e amigos, minhas sinceras condolências. O Brasil está profundamente entristecido e enlutado por essa trágica notícia.




Aécio Neves (PSDB), candidato a presidente

“É com imensa tristeza que recebi a notícia do acidente que vitimou o ex-governador e meu amigo Eduardo Campos. O Brasil perde um dos seus mais talentosos políticos, que sempre lutou com idealismo por aquilo em que acreditava. A perda é irreparável e incompreensível. Neste momento, minha família e eu nos unimos em oração à  família de Eduardo, seus amigos e a milhões de brasileiros que, com certeza, partilham a mesma perplexidade e pesar.”
Pastor Everaldo (PSC), candidato a presidente 
"É com muita dor que perdi um amigo. Eduardo Campos era, além de tudo, uma pessoa de bem, um pai de família, um cidadão brasileiro que teria muito a contribuir com a democracia brasileira neste momento. Estive com ele, na semana passada, e pude perceber o comprometimento dele com o País. Meus pêsames à família, aos amigos e que Deus conforte a todos.
Paulo Skaf (PMDB), candidato ao governo do estado de São Paulo
"O Brasil perdeu hoje um grande estadista, um homem público da maior qualidade, que exerceu a política com competência, honestidade e dedicação. Eu perdi um amigo, com quem tive a honra de conviver. Eduardo Campos foi um dos incentivadores de meu ingresso na política. Há cinco anos, iniciei minha trajetória política em seu partido, o PSB. Quero me solidarizar com sua família e seus amigos. Quero me solidarizar também com o povo de Pernambuco pela perda de seu grande líder."
Michel Temer (PT), vice-presidente da República
"Não há palavras para descrever a tragédia que hoje se abateu sobre a política brasileira. Eduardo Campos era um político de princípios e valores herdados de sua família e levados com dignidade e honra por toda sua trajetória no Parlamento e no Executivo. Assim como todo o país, estou chocado com esse acidente e com as perdas para amigos e familiares. Que Deus dê conforto a seus filhos, a sua mãe, familiares e a tantos admiradores que deixou órfãos neste triste dia"
Tarso Genro (PT), governador do Rio Grande do Sul
“De qualquer forma, seja qual for o resultado, é uma tragédia humana e um grave problema para o processo político brasileiro. Todo mundo sabe que o Eduardo Campos é uma pessoa com muita representatividade e uma postura republicana muito respeitável. Então tem duas dimensões, seja qual for o resultado, é uma tragédia humana e uma tragédia política. Minha agenda está cancelada e retorno a Porto Alegre”
Antônio Carlos Magalhães Neto (DEM), prefeito de Salvador
“A política, o Brasil e o Nordeste perderam um dos seus representantes mais qualificados. Como deputado, governador e ministro, Eduardo Campos sempre trabalhou pelo desenvolvimento do Brasil. O Brasil está de luto. No pouco tempo de sua campanha à presidência, Campos apresentou propostas consistentes, demonstrando que ainda tinha muito a contribuir para o futuro do país. Ele estava sempre bem-humorado, era um grande contador de histórias. Deixo aqui o meu sentimento à família de Eduardo Campos, em especial à população de Pernambuco e do Nordeste.”


Biografia:

Eduardo Henrique Accioly Campos (Recife, 10 de agosto de 1965 – Santos, 13 de agosto de 2014 ) foi um economista e político brasileiro, ex-governador de Pernambuco, presidente do Partido Socialista Brasileiro (PSB) e candidato à Presidência da República.
Campos era graduado em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Aprovado no vestibular desta instituição com 16 anos, concluiu a faculdade aos 20, como aluno laureado e orador da turma.
Neto do também político Miguel Arraes, que em 1979 retornou ao Brasil após 15 anos no exílio, Eduardo desde cedo conviveu com nomes emblemáticos da política local e nacional.
Segundo sua assessoria de imprensa, o candidato a presidência do Brasil estava presente no avião que caiu na manhã de 13 de agosto de 2014 no litoral de São Paulo .

Família e formação


Eduardo Campos e Miguel Arraes ao fundo.
Nascido no Recife, capital pernambucana, Eduardo Campos é filho do poeta e cronista Maximiano Campos (1941–98) com a ex-deputada federal e atual ministra do Tribunal de Contas da União Ana Arraes (1947). É neto de Miguel Arraes (1916–2005), ex-governador de Pernambuco, sendo considerado seu principal herdeiro político, além de sobrinho de Guel Arraes, cineasta e diretor da Rede Globo de Televisão.
Eduardo Campos formou-se em Economia na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Foi casado com a também economista e auditora do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco Renata Campos, com quem teve cinco filhos. Seu filho mais novo, Miguel, nascido no dia 28 de janeiro de 2014, foi diagnosticado com Síndrome de Down.

Vida Política

Eduardo Campos começou na política ainda na universidade quando foi eleito presidente do Diretório Acadêmico da Faculdade de Economia. Em 1986, Campos trocou a oportunidade de fazer um mestrado nos Estados Unidos pela participação na campanha que elegeu o avô Miguel Arraes como governador de Pernambuco. Com a eleição de Arraes, em 1987, passou a atuar como chefe de gabinete do governador. Neste período foi o responsável pela criação da primeira Secretaria de Ciência e Tecnologia do Nordeste e da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia de Pernambuco (FACEPE).

Assembleia Legislativa

Campos se filiou ao Partido Socialista Brasileiro (PSB), em 1990. No mesmo ano foi eleito deputado estadual e conquistou o Prêmio Leão do Norte concedido pela Assembleia Legislativa de Pernambuco aos parlamentares mais atuantes.

Congresso Nacional

Em 1994, Campos foi eleito deputado federal com 133 mil votos. Pediu licença do cargo para integrar o governo de Miguel Arraes como secretário de Governo e secretário da Fazenda, entre 1995 e 1998. Neste último ano voltou a disputar um novo mandato de Deputado Federal e atingiu o número recorde de 173.657 mil votos, a maior votação no estado.
Em 2002, pela terceira vez no Congresso Nacional, Eduardo Campos ganhou destaque e reconhecimento como articulador do governo Lula nas reformas da Previdência e Tributária. Por três anos consecutivos esteve na lista do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP) entre os 100 parlamentares mais influentes do Congresso.
No decorrer de sua vida pública no Congresso Nacional, Eduardo Campos participou de várias CPI, como a de Roubo de Cargas e a do Futebol Brasileiro (Nike/CBF). Nesta última, atuou como sub-relator, onde denunciou o tráfico de menores brasileiros para o exterior fato que, inclusive, teve ampla repercussão na imprensa nacional e internacional.
Como deputado federal, Eduardo foi ainda presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico e Natural Brasileiro, criada por sua iniciativa em 13 de junho de 2000. A Frente tem natureza suprapartidária e representa, em toda a história do Brasil, a primeira intervenção do Parlamento Nacional no setor.
Eduardo é também autor de vários projetos de lei. Entre eles, o que prevê um diferencial no FPM para as cidades brasileiras que possuem acervo tombado pelo IPHAN; o do uso dos recursos do FGTS para pagamento de curso superior do trabalhador e seus dependentes; o que tipifica o sequestro relâmpago como crime no código penal; e o da Responsabilidade Social, que exige do Governo a publicação do mapa de exclusão social, afirmando seu compromisso com os mais carentes.

Ministério da Ciência e Tecnologia

Em 2004, a convite do presidente Lula, Eduardo Campos assumiu o Ministério da Ciência e Tecnologia, tornando-se o mais jovem dos ministros nomeados. Em sua gestão, o MCT reelaborou o planejamento estratégico, revisou o programa espacial brasileiro e o programa nuclear, atualizando a atuação do órgão de modo a assegurar os interesses do país no contexto global.
Como ministro da Ciência e Tecnologia, Eduardo Campos também tomou iniciativas que repercutiram internacionalmente, como a articulação e aprovação do programa de biossegurança, que permite a utilização de células-tronco embrionárias para fins de pesquisa e de transgênicos. Também conseguiu unanimidade no Congresso para aprovar a Lei de Inovação Tecnológica , resultando no marco regulatório entre empresas, universidades e instituições de pesquisa. Outra ação importante à frente da pasta, foi a criação da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas - considerada a maior olimpíada de Matemática do Mundo em número de participantes.

Presidência do Partido Socialista Brasileiro

Eduardo Campos assumiu a presidência nacional do PSB no ano de 2005. A solenidade de posse no cargo foi uma expressiva demonstração de que ele é hoje uma das principais referências da política brasileira. Após seu discurso, Eduardo foi aplaudido de pé pelo então presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva; o vice-presidente, José Alencar; seis ministros, os presidentes nacionais de vários partidos e outras lideranças.
No início de 2006, se licenciou da presidência nacional do PSB para concorrer ao governo de Pernambuco, pela Frente Popular. Em 2011, foi reeleito presidente do partido, com mandato até 2014. Foi reconduzido ao cargo, por aclamação, e sem concorrentes.

Governador de Pernambuco

Campanha 2006

Em 2006 se lançou candidato ao governo do estado de Pernambuco, tendo como coordenadores o ex-deputado estadual José Marcos de Lima, também ex-prefeito de São José do Egito. Mas também contou com apoio de importantes lideranças do interior do estado, como o deputado federal Inocêncio Oliveira e o então prefeito de Petrolina, Fernando Bezerra Coelho. Campos contou com o apoio do presidente Lula, que se dividiu entre o palanque do socialista e do candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) ao governo, Humberto Costa. Os candidatos de esquerda marcaram posição frente ao nome da situação, o então governador e candidato a reeleição, Mendonça Filho (PFL), apoiado pelo ex-governador Jarbas Vasconcelos (PMDB).

Eduardo Campos junto com os governadores dos 26 estados e do Distrito Federal, 6 de março de 2007.
O primeiro turno apresentou um fato curioso: o presidente Lula manifestou apoio para dois candidatos à sucessão estadual: Eduardo Campos, do PSB, e Humberto Costa, do PT. Tal posicionamento foi encarado pelos críticos políticos como uma estratégia dos partidos de esquerda do estado para quebrar a hegemonia do ex-governador Jarbas Vasconcelos, que apoiava a reeleição do candidato pelo PFL Mendonça Filho, governador que assumiu o poder após a renúncia de Jarbas em abril de 2006, que saiu do governo para disputar uma vaga de senador, visando a levar as eleições estaduais para o segundo turno.

Lula e Hugo Chávez visitam o canteiro de obras da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, acompanhados do governador Eduardo Campos.
Eduardo Campos iniciou a campanha eleitoral, de acordo com as pesquisas eleitorais, na terceira colocação. Mas a coligação que apoiava Mendonça Filho, utilizou extensivamente denúncias de corrupção que pesavam sob o candidato Humberto Costa quando ocupou o cargo de Ministro da Saúde, no governo Lula. Os aliados de Mendonça Filho e Jarbas Vasconcelos acreditavam que os votos dos potenciais eleitores de Humberto poderiam migrar naturalmente para Mendonça. Afirmavam que, mesmo as eleições sendo levadas para um segundo turno, o candidato Eduardo Campos seria um alvo mais fácil para ser atacado na campanha por causa do seu envolvimento, como secretário da Fazenda , nas operações dos precatórios no último governo de Miguel Arraes; o que eles não contavam é que ainda no período eleitoral ele e o governo do avô foram inocentados na justiça, em última instância, sobre o caso.
Humberto Costa, que saiu da campanha do primeiro turno na terceira colocação, manifestou logo de imediato apoio a Eduardo Campos. O candidato do PSB conseguiu aglutinar em seu palanque quase todas as forças sociais e partidos opositores de Mendonça Filho e Jarbas Vasconcelos. O governador candidato a reeleição, Mendonça Filho, não conseguiu se eleger e Eduardo Campos foi eleito com mais de 60% dos votos válidos para governador no segundo turno.

Reeleição

Com o governo bem avaliado e a popularidade em alta, Eduardo Campos concorreu à reeleição em 2010. Assim como em 2007, contou com o apoio do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Campos foi reeleito, desta vez como o governador mais bem votado do Brasil: mais de 80% dos votos válidos no primeiro turno, derrotando o senador Jarbas Vasconcelos.

A gestão de Eduardo Campos

Eduardo Campos ocupou o Governo de Pernambuco durante sete anos (2007 - 2014). Na primeira gestão se destacam projetos e obras estruturadoras como a ferrovia Transnordestina, a Refinaria de Petróleo Abreu e Lima, a fábrica de hemoderivados Hemobrás e a recuperação da BR-101.
O socialista colocou as contas públicas na internet com o Portal da Transparência do Estado - considerado pela ONG Transparência Brasil o segundo melhor do país, entre os vinte e sete estados da federação. O estado de Pernambuco cresceu acima da média nacional (3,5% em 2009) e os investimentos foram de mais de R$ 2,4 bilhões em 2009 - contra média histórica de R$ 600 milhões/ano. A administração foi premiada pelo Movimento Brasil Competitivo.

Eduardo durante o lançamento do Forma SUS.
Na segurança pública houve redução dos índices de violência com a implantação do programa Pacto pela Vida. O número de homicídios no estado sofreu uma queda 39,10% desde o início do programa. Além disso, 88 municípios pernambucanos chegaram a uma taxa de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) menor que a média nacional que é de 27,1 por 100 mil habitantes. A redução também ocorreu com crimes como roubos e furtos. Entre 2007 e 2013 houve uma diminuição de 30,3% neste tipo de delito no estado.

Em 2013 Eduardo anuncia o rompimento com o governo Dilma, saindo da base aliada, junto com seus correligionários, orientando-os a entregarem os cargos de confiança nos vários escalões.
Entre os motivos do rompimento, Campos aponta a manutenção da aliança do governo Dilma com setores políticos tradicionais, entre os quais, com o PMDB. Aproxima-se de Marina Silva e a acolhe, com seus aliados, no PSB, chamando o novo movimento de "Nova Política".
Saúde
Foram construídos três novos hospitais na Região Metropolitana do Recife (RMR) e 14 Unidades de Pronto Atendimento (UPA’s), além da expansão do número de leitos de UTI e UCI. Entre 2006 e 2013, Pernambuco se firmou como o estado nordestino com o maior ganho de anos na expectativa de vida (3,72 anos), superando a média da região. Houve também redução de 9,6% na taxa de mortalidade por causas evitáveis. Em 2011, Pernambuco alcança a média nacional em relação à mortalidade infantil, reduzindo em 47,5% o seu coeficiente.

Eduardo discursa na inauguração do bloco anexo do Hospital do Câncer de Pernambuco.
Educação
Entre 2007 e 2011, Pernambuco registrou um crescimento de 14,8% no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica – Ideb. O número é mais de duas vezes superior à média nacional de 6,2%. Os alunos das Escolas Técnicas Pernambucanas apresentaram um desempenho médio 47% superior em relação aos estudantes de outras partes do Brasil, como São Paulo e Santa Catarina, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep).
Pernambuco tem hoje a maior rede de Escolas de Referência do Brasil, com, 260 unidades. De acordo com pesquisa do Inep, somente em 2012 mais de 85 mil alunos foram matriculados – o que corresponde a 10 vezes mais que a média nacional de 8.509. Em 2013, foram 163 mil alunos matriculados. A Educação Profissional foi ampliada e atualmente 26 Escolas Técnicas estão em funcionamento no estado. O Programa Ganhe o Mundo levou 2.270 alunos para intercâmbios em países como Estados Unidos, Canadá, Nova Zelândia, Chile, Argentina e Espanha.
Emprego
Entre 2007 e 2013 foram gerados 560 mil empregos formais, sendo 150 mil apenas no interior do estado - o que representa uma expansão de 48% no mercado formal de Pernambuco. O governo também atraiu mais de R$ 78 bilhões de investimentos privados. Empresas como Sadia (Vitória de Santo Antão), Perdigão (Bom Conselho), Novartis (Goiana), Kraft Foods (Vitória de Santo Antão) e Fiat Chrysler (Goiana) se instalaram no estado.

Eleição presidencial em 2014

Oficialmente confirmada como candidata à reeleição, Dilma Rousseff tem entre seus principais adversários o ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e o senador do PSDB por Minas Gerais, Aécio Neves.
Eduardo Campos firmou uma aliança programática com Marina Silva, ex-senadora pelo Acre e ex-ministra do Meio Ambiente da primeira gestão do governo Lula e atual líder da Rede Sustentabilidade. A dupla confirmou a pré-candidatura da chapa que terá Campos como candidato a presidente e Marina na vice, durante evento realizado em Brasília, em 14 de abril de 2014.
Aécio Neves também confirmou a sua pré-candidatura pelo PSDB. O senador e ex governador de Minas Gerais tem como vice o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP).

Aliança Programática PSB – Rede Sustentabilidade


Campos e Marina Silva, em 2013.
Em outubro de 2013 o então governador Eduardo Campos anunciou a aliança programática com a Rede Sustentabilidade, da ex-senadora e ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, cujo pedido de registro do novo partido foi negado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A aliança foi formalizada em 4 de fevereiro de 2014, no evento que lançou as bases para elaboração do programa de governo do PSB-Rede. Na mesma data, o Partido Popular Socialista (PPS), através do deputado federal Roberto Freire, formalizou a entrada do partido na aliança.
As diretrizes para elaboração do programa de governo são: Estado e democracia de alta densidade; Economia para o desenvolvimento sustentável; Educação, cultura e inovação; Políticas sociais e qualidade de vida e Novo urbanismo e o pacto pela vida.
Eduardo Campos anunciou em abril de 2014, em um evento realizado em Brasília, a pré candidatura a presidência do Brasil, tendo como vice a líder da Rede Sustentabilidade, Marina Silva.

Morte


Cessna 560XL Citation Excel, mesmo modelo do avião envolvido no acidente
Em 13 de agosto de 2014, o então candidato a presidência da República estava em um avião Cessna Citation Excel que saiu do Rio de Janeiro e caiu em Santos, no bairro do Boqueirão, devido ao mau tempo, matando os 7 ocupantes.

Premiações

2009 - considerado pela Revista Época um dos 100 brasileiros mais influentes do ano.
2010 - primeiro colocado no Ranking de governadores estabelecido pelo Instituto Datafolha de Pesquisas, sendo uma dessas com 80% de aprovação entre os pernambucanos.
2011 - apontado pela pesquisa Ibope/Band como o melhor governador do Brasil e novamente, pela Revista Época, um dos 100 brasileiros mais influentes do ano.
2013 - Pacto pela Vida recebe o prêmio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) na categoria “Governo Seguro – Boas práticas em prevenção do crime e da violência”.
"Esse prêmio é um reconhecimento muito especial, porque é o maior prêmio de gestão pública do mundo. Vamos recebe-lo com muita alegria em nome de tantos, que no anonimato, diariamente nos ajudam no Pacto Pela Vida. Estamos no caminho certo para transformar Pernambuco no lugar mais seguro do País"
FONTE: WIKIPEDIA